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Nação Brasileira

  • 7 de jul. de 2017
  • 2 min de leitura

Sociedade destemida, afrontada e sofrida Somos nós os brasileiros Em qualquer lugar lá fora somos vistos baderneiros Somos apenas mais um país ainda em desenvolvimento a espera de um empréstimo para trazer um crescimento Mas o que cresce é o juros a dependência e a humilhação A esperteza de quem manda E o descaso da nação Nação que está cansada De acreditar em promessas em falsos políticos Que ensaiam suas rezas Rezam discursos decorados De quem luta por um espaço No Planalto das vergonhas Será só mais um palhaço Nossa política é corrompida Por aqueles que se esquecem de ser representantes sociais Para ser o que querem Todos entram com a mesma ideia Querendo se dar bem Para deixar de ser mais um brasileiro refém Refém da malandragem Do poder paralelo que domina e amendronta Sem nenhuma vergonha Refém da violência, do tráfico, da fome De quem sofre com o medo De ser mais uma vítima Do descontrole urbano Aqui ninguém está seguro Nem mesmo a polícia Não se tem segurança E só cresce a matança Nasce um, morre dez Quem se importa? É bandido! Só quem chora é a mãe De deixar ele ter nascido Nascido na favela, Porque não tinha onde morar Escondido entre vielas Nunca soube o que é brincar Brincar de pique-e-esconde Ou então de corrida Para aprender a se esconder De uma bala perdida Vivo num País rico De belezas naturais Das mais belas paisagens Que aos turistas atrai Vêm aqui só para gastar Para ver de perto o sofrimento O quanto eles têm de sobra E aqui o povo implora Mas nem por isso desistimos O nosso orgulho é ir à luta Se está ruim a gente inventa E tenta outra vez Não tem colégio, nem hospital, segurança nem pensar, transporte é ir a pé, E a gente segue na fé De que um dia isso muda Que a justiça chegará Para os pobres brasileiros Que aos olhos dos entrangeiros Só sabem sambar E ainda tem o futebol Nosso orgulho nacional Um motivo para vibrar Além do carnaval Abadá é para os ricos Pobre vai é pra pipoca Ou então pra arquibancada Se tu for carioca Escondido atrás da máscara Na euforia de uns dias Que ajudam a aliviar Verdadeiras agonias Agonia de viver Num país tão desigual Que festeja o que não tem Como se fosse natural Unidos na torcida Precisamos venerar Se não tem um presidente A um time vamos nos juntar Por um time de futebol Por uma escola de samba O povo vibra e canta Mesmo sofrido, ainda ama Para que se preocupar Com o futuro do Brasil O que importa é a mão-de-obra O que é caro a gente importa Nossa fauna e flora é rica Mas onde vai parar A comida que nos falta E temos medo de acabar Não acaba, é desviada Assim como tudo de valor O dinheiro do Senado Se alguém viu, também roubou

16 / 04 / 2009


 
 
 

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